top of page

AMAZON

capa.JPG

Amazon - a view over the rainforest is a spectacle for the childhood and the young ages that combines theater, dance, visual arts and music in order to tell the story of the animals that lose their natural environments as the result of nature’s destruction. 

 

The Amazon rainforest is one of the most important territories of the planet, covering with its extension nine countries of Latin America, one of the biggest biodiversities in the world.

We might be the last generation capable of stopping the destruction long enough to restore the rainforest.

 

In that sense, how can we sing up to this cause that should belong to us all?

The Amazon project comes from the desire to share with the children a little bit of the imaginary of what the brazilian Amazon is - its rivers, vegetation and, specially,  animals - revealing by the use of colors, textures, movements and sounds a glimpse of this enchanted universe that brightens up the curiosity and interest of millions of brazilians, even if they have never stepped foot on amazonian territory. 

 

The play proposes a reflection on the consequences of deforestation, bringing lights, sound, movements and objects that transform themselves constantly, showing the saga of the animal heroes that attempt to escape human actions.


The Amazon Movement Gompa Project was funded by the Prize SEDAC 12/2019 - Pró Cultura RS FAC RS.

AWARDS                     

Conception

Prize SEDAC 12/2019 - Pró Cultura RS

CITIES

Porto Alegre, Gravataí, Canoas, São Leopoldo     

Foto Vilmar Carvalho
Foto Vilmar Carvalho
Foto Vilmar Carvalho
Foto Vilmar Carvalho
Foto Vilmar Carvalho
Foto Vilmar Carvalho
Foto Vilmar Carvalho
Foto Vilmar Carvalho
Foto Vilmar Carvalho
Foto Vilmar Carvalho
Foto Vilmar Carvalho
Foto Vilmar Carvalho

TECHNICAL INFORMATION

Scenic Direction: Camila Bauer

Movement Direction: Carlota Albuquerque

Cast: Fabiane Severo, Guilherme Ferrêra and Henrique Gonçalves

Composition and sound design: Álvaro RosaCosta

Musical preparation, voice and piano: Simone Rasslan

Lighting: Ricardo Vivian

Scenography and scene props: Elcio Rossini

Conception of the Jaguars: Rossana Della Costa

Visual Identity: Luiza Hickmann

Press: Leo Sant’Anna

Social Media: PEdro Bertoldi

Photography: Adriana Marchiori

Video Record: Tom Peres and Rodrigo Waschburger

Production: Guilherme Ferrera and Letícia Vieira/ Primeira Fila Produções

Production and Realization: Gompa Project 

Age Rating: Suitable for all ages

Duration: 40 minutes

PROJECT FOR SALES

Amazon

TEASER

CRÍTICAS

Camila Noguez - A Infamiliar Frank

 

O que mostra o monstro? A obra de Mary Shelley prepara o terreno para algo que, quase 100 anos depois, Freud nominou como  unheimliche - o sinistro, o estranho, mais recentemente traduzido como O Infamiliar (1919/2019).

 

Viajava só, no vagão de leitos de um trem, quando, numa brusca mudança da velocidade, abriu-se a porta que dava para o toalete vizinho e apareceu-me um velho senhor de pijamas e gorro de viagem. Imaginei que tivesse errado a direção, ao deixar o gabinete que ficava entre dois compartimentos, e entrasse por engano no meu compartimento, e ergui-me para explicar-lhe isso, mas logo reconheci, perplexo, que o intruso era a minha própria imagem, refletida no espelho da porta de comunicação. (FREUD, 1919, p. 307)

 

No jogo de reflexos de um vagão de trem, Freud avistou um senhor mais velho, logo dando-se conta de que aquele desconhecido, na verdade, era ele mesmo, era sua a estranha e infamiliar imagem. O infamiliar diz de uma aparição que nos desavisa sobre algo que nos diz respeito. Infamiliar como sensação de reconhecer alguma coisa pela estranheza que ela provoca, alguma coisa que já teria transitado de modo mais amigável na esfera familiar. Mas justo esse fato nos é sonegado, ressurgindo o elemento familiar como se de fora fosse. Assim, quando rimos de Vitor e sua embaraçosa falta de jeito, um tanto, rimos de nós mesmos.

 

Na cena do vagão, foi como se Freud recolhesse os cacos do vidro que não o refletiu em sua integridade e coesão identitária. Assim também tenta Vitor, ao juntar elementos que não se equacionam por completo; sempre sobra um resto, o imprevisível de uma criação - o que não nos exime da responsabilidade de darmos conta do nosso desejo, da nossa criatura, de buscar e seguir criando. Como próprio da condição humana, ou pelo menos do sujeito psicanalítico, falta algo a Vitor, e Vitor falta à qualquer promessa de coesão e desenvoltura. Talvez por isso seja tão capturado por tudo aquilo que se junta e se separa - operação de grande desafio a ser realizada entre ele e sua própria criatura, ávida por rua, por história, por um coração que seja seu. A rua, como terceiro da relação, é o que desfaz a exclusividade da díade e sua ilusória completude. O jogo de espelhos e suas inevitáveis defasagens já carrega consigo a condição para Frank tornar-se única. A rua, instância terceira, é o que vai abrir passagem para  Frank contar sua própria história à criança roubada: "mão, não, laboratório".  A criação (de uma história) é o que se coloca entre a criatura e a criança. Ou ainda, é através da ficção em torno das demandas, suposições e respostas que uma criança pode advir, que pode se tornar um ser de linguagem. É no mal entendido ficcionado entre "não" e "mão" que Frank insiste e reivindica uma história.

 

O final da peça adverte: diante do estranho, do diferente e do desconhecido que, de alguma forma nos convoca, sejamos gentis. Não se trata de eliminar o inimigo, se trata mais de nos responsabilizarmos por investigar por que razão ele nos mobiliza tanto.

 

FREUD, Sigmund. (1919/2019). O infamiliar / Das Unheimliche, seguido de O Homem da Areia. Trad. Ernani Chaves, Pedro H. Tavares e Romero Freitas. Belo Horizonte: Autêntica.

bottom of page